No dia 24 de outubro de 2022, recebi uma leitura dos Registros Akáshicos que estabeleceu a minha primeira conexão com os agarthianos. Foi como um filme que se revelava para mim, trazendo os costumes daquele povo, mas também as angústias de meu coração. Na cena que se abriu, minha colega passou por um corredor repleto de água, túneis de pedras com temperaturas quentes, lugares onde a água escorria pelas paredes e pelo chão. No final do túnel, havia uma espécie de bolha gigante, um bolsão de ar no interior da terra onde ela viu alguns pássaros com traços jurássicos sobrevoando. Essa foi uma das vidas mais antigas acessadas em uma leitura dos meus Registros Akáshicos, período que compreendi ter se seguido após a destruição do antigo Continente de Mu.
O lugar que ela viu tinha muitas árvores ao redor de toda a bolha, como se uma floresta a circundasse, além de uma área que parecia ser uma minipraia com areia branca e água verde-esmeralda. Crianças e pessoas circulavam no que se assemelhava a um acampamento. Uma escadaria de pedra levava da caverna até a praia. Este lugar faz parte da rede de cidades intraterranas que compõem Agartha. No ponto central do bolsão de ar, no que chamaríamos de teto, havia um enorme clarão e uma estrutura de iluminação verde, como um Sol dentro da terra. As construções locais lembravam cabanas feitas de madeira, cordas e tecidos. As passagens eram iluminadas por espécies de lanternas.
Em meio a esse cenário, que parece utópico, minha colega viu uma menina entre outras crianças. Loira, com a pele clara, olhos claros, orelhas puxadas e uma trança embutida em sua cabeça. Todas as crianças dali tinham entre dez e dezesseis anos, também com cabelos compridos e trançados, tanto os meninos quanto as meninas. Junto aos adultos, formavam uma grande comunidade. As crianças carregavam estilingues, bastões e, no caso da menina, que era eu, um arco e flecha. As suas roupas eram de um tecido cru com algumas partes de couro e metal.
As crianças assistiam a uma aula e ouviam atentamente as instruções de sua professora. A princípio, parecia que estavam saindo para caçar, afinal, eram mais espertas, menores e passavam por lugares que os adultos não conseguiam chegar. Mas, na verdade, elas estavam entrando numa floresta para passar por um treinamento, como um rito de passagem. Ali, eu ouvia o barulho dos pássaros e dos pequenos animais em meio à mata. Treinava com o meu arco e flecha, porém, era algo voltado para a defesa, e não para a caça. As crianças não atiravam para matar os animais. Elas miravam e atiravam perto sem o intuito de acertar.
Eu permanecia atenta, concentrada, ouvindo os barulhos até que uma pantera se aproximou de mim com os seus olhos que brilhavam no escuro. Eu fiquei parada enquanto a pantera chegava mais perto, me cheirava e andava ao meu redor. Eventualmente, ela foi embora e eu permaneci na floresta. Eu estava ali para treinar a minha mira com o arco e flecha, contudo, permaneci contemplando a natureza. Havia insetos que brilhavam no escuro e o lugar parecia encantado. Ali passamos a noite até retornarmos para a aldeia pela manhã, onde me dirigi para casa e me encontrei com minha mãe.
Outras aulas se seguiram na escola junto às demais crianças. Eu continuava olhando para os animais e a natureza, admirando os pássaros que sobrevoavam o céu. Alguns anos se passaram. Ainda em aula, a cena mostra uma grande bola de energia que eu segurava em minha mão esquerda enquanto manipulava a energia com a mão direita. Estava aprendendo a gerar aquele tipo de energia, brincando com os pequenos raios que saíam do globo entre as minhas mãos. A bola passava de mãos em mãos entre as crianças.
Por volta dos dezessete anos, ainda estudando com aquelas meninas, fomos ensinadas a pintar, a cuidar da nossa energia, aprendemos sobre as plantas, os remédios e a medicina e passamos a trabalhar numa espécie de laboratório. Seguiu-se então uma cena em que eu estava sozinha. De um terraço, eu observava a cidade, o céu e, lá longe, via os rochedos que circundavam o bolsão em que morávamos. Eu me perguntava o porquê de aprender tudo aquilo uma vez que não poderia ir a lugar nenhum. Por que tantos treinamentos e estudos se eu permaneceria no mesmo lugar, naquela mesma aldeia? Eu sabia que havia algo além da redoma e pensava: “Se ao menos eu soubesse voar…”.
O tempo passou e, com cerca de vinte e dois anos, eu e outros colegas recebemos uma missão, um novo rito de passagem. Pegamos nossos mantimentos e os nossos arcos e flechas e subimos pela escadaria que levava aos túneis. De longe, eu via a praia e o vilarejo. Carregávamos tochas acesas. Passamos por cavernas e andamos por túneis como se procurássemos por uma saída ou por uma passagem que levasse a outro lugar. Eventualmente, vimos a saída da caverna com uma luz muito forte.
Eu corri até aquela luz, que mostrava a saída da caverna no topo de uma montanha. Era alto e iluminado, pássaros estavam no céu. Entretanto, a terra era árida e o lugar era seco. Estava destruído. Abaixo, árvores secas e pretas. A atmosfera era vermelha e laranja e o clima extremamente quente. Um dos meus colegas me puxou de volta para a caverna e me explicou que eu não poderia ficar muito tempo exposta ali. O ar era tóxico para nós. Em minha mente, eu acreditava que lá fora seria tão bonito quanto o que via embaixo da terra. Fiquei desolada ao perceber que o sonho não passava de uma ilusão que não condizia com a realidade. E este era o rito de passagem: ver o que verdadeiramente existia na superfície, fora das cavernas.
Retornamos e passamos a noite numa câmara dentro dos túneis, pois a viagem era longa. Foram três dias de caminhada até chegar ali e teríamos que fazer o caminho de volta. Todos permaneceram em silêncio até o ponto de retorno na escadaria que levava para a aldeia. Eu observava o lugar e fiquei feliz pelo que via. Entendi o porquê de estar ali e me senti grata por estar protegida naquele lugar. Não era o momento de sair e retornar para a superfície. A terra ainda estava destruída, como se uma grande explosão nuclear tivesse destruído e consumido tudo. Não havia nada lá fora. Naquela bolha, protegidos, vivíamos dentro de um ecossistema próprio onde tínhamos uns aos outros, saúde, medicina, alimento e magia.
Segui a minha vida trabalhando com a medicina, o laboratório e a manipulação das energias. Aceitei e me conformei com o que tinha, grata por estar ali, por estar viva, por ter a minha mãe, meus amigos e por estar protegida. Enfim, em paz. No final, após receber um tratamento dos arcturianos, eu me uni a esse fractal e me transformei numa borboleta azul que saiu voando. Afinal de contas, eu não precisava sair da redoma para voar. Não era ela que me prendia, e sim as ilusões em minha mente, que não condiziam com a realidade. A verdade é que eu sempre soube voar.
Hoje, revisitando essa leitura, entendo que nem sempre aquilo que queremos é tão bom quanto parece. Mas, por vezes, precisamos passar pela destruição, pela desilusão e pela dor para compreendermos o real valor do que temos em nossas vidas. Estranho pensar como a valorização do presente advém da quebra das ilusões e dos sonhos que não condizem com a realidade. A pressa, a ansiedade e a vontade de querer as coisas antes do tempo nos levam a caminhos inóspitos e lugares que ainda não estão prontos para a semeadura, quiçá para florescer. A vida nos ensina a amar, viver e sermos gratos pelo presente. E, quando seguimos por uma estrada que poderia nos desviar de nosso caminho, ela encontra uma maneira de nos colocar novamente em nossos respectivos lugares. Retornar não é sinal de fracasso. É um reajuste de rota.
Texto de Larissa Alves
Saudações queridos, caso tenha uma dor, doença ou processo emocional que gostaria de compreender a causa raiz e iniciar um movimento de resgate consciente dessa questão, verifique nossa agenda particular de atendimentos e saiba mais informações no link a seguir: AGENDAS PARTICULARES DO COMANDO SHANKAR – JANEIRO E FEVEREIRO – Comando Shankar
Deseja agendar um atendimento? Fale com nossa Assessoria: (41) 98717-3557




