No dia 25 de outubro de 2022, eu recebi uma leitura dos Registros Akáshicos de uma colega que foi e ainda é muito importante para mim. Aprender a lidar com a sensação de rejeição não é algo simples. No início, podemos nos perguntar se há algo errado conosco ou se há alguma coisa que poderíamos ter feito diferente. Também podemos tentar enterrá-la dentro de nós, engoli-la, como já fiz um dia. E é disso que se tratava esta leitura. Da necessidade de olhar para uma determinada situação, aceitá-la, deixar as emoções fluírem e acolher parte de mim.
A primeira cena se passou numa praça. Nela, havia um circo montado. Eu estava ali, com a aparência não muito diferente da que eu tinha na época em que recebi a leitura. Minha colega olhava para mim enquanto eu observava alguns palhaços. Outros estavam ao meu redor, fazendo as suas gracinhas. Porém, eu não parecia animada. Estranho como todos em volta sorriam, menos eu. Ali, em meio ao circo e aos palhaços, eu não estava feliz. Então, minha colega foi até onde eu estava para falar comigo. Eu fiquei surpresa com a sua presença. Ela me perguntou se eu estava chateada, ao que respondi que estava triste. Ao mesmo tempo em que eu via o parque e as pessoas, ela me questionou se eu não queria estar ali. Eu respondi que sim. Eu até gostava do lugar. Entretanto, eu sentia falta da minha família.
Nesse momento, convidei a minha colega para caminhar comigo. Perguntei a ela se ela gostava de circo. Ela me disse que não muito e eu explicava que o circo é como se fosse um outro mundo, um lugar que geralmente não conseguimos ver. Eu também dizia que, quando eu era pequena, tinha vontade de fazer parte de um circo. Hoje, eu entendo aquele circo e os palhaços de uma forma mais figurativa, como a representação de um mundo do qual eu gostaria de fazer parte. Um lugar onde todos trabalhavam juntos, em equipe, como uma família, e onde todos sorriam e pareciam felizes. Ainda assim, dentro de mim, eu sabia que o “circo” ou a encenação que ele envolvia não me faria verdadeiramente feliz. Afinal de contas, os palhaços sorriem enquanto fazem o seu show, mas uma hora o show acaba e despertamos daquela ilusão.
Quando andamos para nos distanciar do circo, minha colega sentiu a presença de um dragão. Ela me perguntou se a presença de um dragão era normal para mim, ao que respondi que sim e questionei se aquilo não era comum para ela. Eu ainda não tinha me conectado conscientemente com os dragões, todavia, eles estavam ali, sobrevoando e me protegendo. Continuamos andando até que apontei para uma casa. Naquela altura, já estávamos fora do parque. A casa era muito bonita, com toda a sua frente gramada. Eu a observava. Uma família saiu de dentro da casa e minha colega perguntou se aquela era a minha família. Eu disse que não. O meu pai estava ali, mas com outra família. Eu não morava com eles e naquele momento vinha uma sensação de raiva misturada a um sentimento de abandono.
A título de contexto, meus pais se divorciaram quando eu tinha de treze para quatorze anos. Cerca de um ano depois, meu pai começou a namorar com a sua atual esposa. Aos meus dezesseis anos, nasceu a minha irmã mais nova. Gostaria de deixar claro que em nenhum momento me desentendi com qualquer uma dessas figuras. Nunca fui impedida de vê-los ou de telefonar. Porém, algo dentro de mim parecia quebrado e eu não sabia como lidar com aquilo. Eu amava o meu pai, mas ele tinha uma nova vida e eu não conseguia entender qual era o meu papel ali.
Quando a família saiu da casa, eu chamei novamente a minha colega e voltamos a andar. Chegamos a uma praça com bancos, uma fonte no meio, muitas árvores e um caminho que levava a uma trilha. Perguntei se ela gostava de fazer trilhas e ela me disse que nunca tinha feito uma. Eu respondi que gostava de fazê-las, porque através delas eu entrava em contato com a natureza e me sentia mais conectada comigo. Então, eu a convidei para seguirmos juntas por aquela trilha. A mata era fechada e as árvores eram muito altas. Dificilmente dava para ver o céu, no entanto, como estava de dia, conseguíamos ver tudo. Eu dizia a ela que gostava de ficar ali. Era o meu esconderijo.
Eu me sentei, encostada em uma das árvores, parecendo desanimada. Eu revia em minha mente a cena da família saindo da casa. Via meu pai feliz com outra família, como se tivesse sentido falta dessa atenção. Falta de ter tido uma família como a que ele construiu depois da nossa. Um sentimento de rejeição tomou conta de mim. Minha colega disse para eu não ficar assim, mas eu comecei a chorar. Ela sentia a minha tristeza e deixou que eu chorasse. Eu chorava de desespero, como se tivesse guardado essas coisas dentro do meu peito por muito tempo. Ela me acolhia e dizia que estava comigo. Eu peguei na mão dela, olhei para ela e agradeci.
Após um tempo, eu a convidei para caminhar novamente até chegarmos a uma cabana em meio à neve. Esse lugar ficava numa montanha. Havia pessoas esquiando e eu estava pronta para esquiar também. Minha colega disse para mim que nunca tinha esquiado na vida e eu respondi que aquilo era algo que eu sempre quis fazer e que agora tinha a oportunidade. Eu descia uma rampa e ia esquiar, como se aventura fosse algo que me libertasse das angústias que eu tinha. Ao me aventurar, eu me sentia um pouco mais livre, um pouco mais eu. Me diverti por um tempo até chamá-la novamente. Ela veio até mim e entramos na cabana.
Era como um restaurante, todo feito de madeira. Sentamo-nos em uma das mesas e eu pedi algo para a garçonete. Um tipo de bebida de que eu gosto bastante. Minha colega a descreveu como algo muito doce, repleto de chocolate, pedaços de chocolate, chantilly… Enfim, uma bomba calórica. Mas eu não me importava. Tudo o que eu queria era fazer e comer o que eu gostava, mesmo que somente ali. Aquele era o meu refúgio. De fato, na minha vida, a comida e os doces muitas vezes se transformaram no meu refúgio. Nesta leitura, eu descobri um dos gatilhos das minhas compulsões alimentares.
Retornando à cena, eu parei de comer e fiquei mexendo o canudinho no copo, pensativa. Meu pai e a sua família entraram na cabana e eu me senti muito incomodada. Eles se sentaram perto de nós. Aflita, eu tinha vontade de sair correndo, porque não conseguia lidar com aquela situação. Por fim, convidei a minha colega para sair. Mais uma vez, mudei de assunto, perguntando se ela gostava de caminhar à noite. Ela respondeu que nunca tinha caminhado à noite e eu respondi que aquela seria a sua primeira vez. Andamos novamente pela trilha da floresta. Eu expliquei que gostava de caminhar à noite, porque me ajudava a pensar. Também falei que, se eu pudesse, faria tudo o que queria. Todavia, eu sabia que as coisas não funcionavam assim. De repente, estávamos novamente na frente da casa da família do meu pai enquanto eu observava pensativa.
Nesse ponto, os mentores disseram que havia uma situação em minha vida que eu sabia que estava inacabada e que eu precisava ter coragem para resolver e enfrentar. Uma questão familiar. Por isso, aquele fractal repetia sempre o mesmo padrão de voltar para a frente daquela casa. A partir dali, seguimos para a sala de cura, onde havia duas de mim. A fractal que vivia a rejeição e a Larissa que recebia a leitura. Ambas deitadas na maca. Um ser baixinho, similar a um gnomo, entrou na sala. Depois dele, vieram vários elementais, incluindo as fadas.
Os arcturianos se apresentaram mais uma vez para aquele processo de cura e limpeza. Eu ainda estava muito angustiada, chorando. Os mentores diziam para mim que aquilo iria acabar. Eles tiraram uma espécie de canudo de ferro do meu joelho esquerdo. Um implante. Hoje, pela Linguagem do Corpo, reconheço que se tratava de um bloqueio na articulação entre a relação que eu tinha com o meu pai no passado e aquela que eu poderia ter no futuro, principalmente no que tange a um processo de autoanulação. Eu precisava me expressar e daí o processo de cura do meu Chakra Laríngeo, com uma energia azul muito forte. Vários mentores cuidaram de mim, incluindo um humanoide pisciano.
O trabalho continuou e a Larissa que recebia a leitura olhava para aquele fractal. Em seu olhar, um desejo enorme de abraçá-la e acolhê-la. Várias emanações de energia de todas as cores foram feitas. A água crística foi aplicada e uma água muito suja saiu de mim, levando embora gosmas pretas, densas, que sequer se misturavam com a água. Eram formas-pensamentos densificadas, mostrando o quanto eu pensava naquilo sem encontrar uma saída. O conselho dos mentores para mim foi: “O caminho mais longo é mais duro, mas é o certo.” Com isso, eu entendo agora que a cura não é instantânea. Ela é um processo. Ela ocorre na medida em que vivemos e acolhemos pequenas parcelas de nós, aprendendo a amá-las e a reconhecer a importância de cada uma delas em nossa jornada. Muitas vezes, não se trata de resolvermos algo com alguém, e sim de olharmos para as maiores dores do nosso coração e dar um lugar de pertencimento a elas.
Texto de Larissa Alves
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