Nos dias 08 de novembro e 29 de dezembro de 2022, recebi duas leituras de uma colega de turma que se complementaram. Por vezes, é comum que isso aconteça. É possível que as pessoas pensem que, uma vez acessada numa leitura dos Registros Akáshicos, uma vida não possa ser revisitada ou trazida novamente. Ledo engano. Um livro não deixa de existir porque foi lido. Mais do que isso, cada vez que o lemos, recebemos novas informações e temos outras percepções da sua história. Na primeira leitura, três imagens estáticas se formaram. A primeira delas, em Vênus. A segunda, entre os blue avians. A terceira na década de 1920.
Na vida que tive em Vênus, eu possuía feições muito parecidas com as que tenho hoje, porém, com um outro tom de pele. Ela era meio azulada ou esverdeada. A energia era doce e meiga. Transparecia no meu olhar. O corpo era quase translúcido de tão sutil. Uma energia de amor muito forte. Eu tinha vários desenhos e pinturas em meu corpo e em minha face. Ao longe, uma cidade. O céu brilhava de outra cor. Meio rosa ou alaranjado. Uma mistura de cores, como ocorre no pôr do sol. Havia algumas pontes naquele lugar. Tudo muito moderno e, ao mesmo tempo, com uma elevada sensação de leveza. As casas eram flutuantes e em formato de gota, com a ponta para cima.
Eu estava dentro da casa, com meu companheiro e duas filhas. Tinha muito amor e alegria ali. Naquele planeta, todos tinham uma função ou trabalho dentro da sociedade. Eu era professora e ensinava para crianças. Mas não era só isso que eu fazia. Eu também estudava e pesquisava sobre as plantas. Era muito feliz com a minha vida e o meu trabalho, irradiando luz, amor e gratidão. Sentia-me encantada enquanto estudava aquelas plantas. A sua diversidade me encantava. Seguiu-se uma cena num laboratório onde eu estudava plantas aqui da Terra. Eu olhava com admiração para a vida daqui, encantada e fascinada pela Terra. Em casa, eu contava para o meu companheiro e para as minhas filhas o que eu descobria e aprendia.
Uma outra cena se iniciou, onde eu conversava com um superior, repassando as descobertas que fiz de uma planta específica. Falávamos das árvores frutíferas. Eu gostava da ideia de que árvores poderiam dar frutos que pudessem ser comidos. Árvores diferentes com frutos diferentes. Pensava na possibilidade de vir para a Terra, tamanho o encantamento pela natureza deste lugar. Minhas filhas, já adolescentes, passaram a desenvolver o mesmo fascínio que eu tinha pelas plantas e por este planeta. O meu companheiro passou a se sentir da mesma maneira. Ali, decidimos que nós quatro encarnaríamos aqui e seríamos uma família novamente.
Dois pontos me conectaram profundamente com a vida em Vênus. A paixão pelos estudos, pela pesquisa e pelo ensino, bem como o amor e o compartilhamento com a minha família. Aprender e ensinar são duas coisas que amo de uma maneira difícil de explicar. Engraçado como muitas vezes me sinto insegura e tenho medo, entretanto, a minha essência e o meu coração gritam que o NOVO é sinônimo de alegria, felicidade e liberdade. O amor, o cuidado, a nutrição e o ato de compartilhar tudo o que carrego dentro de mim com as pessoas que amo andam lado a lado com a paixão pelo aprendizado. Sei que já estive em muitos lugares e carrego em meu coração a certeza de que não é sobre onde estamos ou o que fazemos, e sim com quem estamos e o que compartilhamos.
Os dados da segunda vida mostrada, entre os blue avians, foram breves. Mas essa lacuna seria preenchida depois. A energia mudou e o que se seguiu foi uma forte energia de presença e, ao mesmo tempo, de muita liberdade. De amor também, porém, sobretudo de liberdade. Uma sensação de simplesmente aceitar as coisas como elas são. Aceitar o fato do “ser” e do “estar”. Sem questionar demais. Eu voava com muita alegria e paixão. Sempre fui questionadora, desde que me entendo por gente. E, naquele momento, essa vida foi fundamental para que eu começasse a compreender a necessidade de soltar o controle. Não é errado questionar. Pelo contrário. Contudo, há momentos em que precisamos apenas fluir e deixar a vida acontecer. É o ato de nos libertarmos do medo do desconhecido e passarmos a vê-lo com o brilho nos olhos de uma criança que se aventura em novos territórios.
Essas duas vidas serviram como ponto de sutilização para aquela que se seguiu. Abriu-se uma cena passada na década de 1920. Eu era uma mulher, uma artista, rodeada de homens e de pretendentes que queriam me cortejar. Mas eu não ligava para eles. Era muito segura de mim. Nesse ponto, os mentores explicaram que a energia que eu emano faz com que as pessoas se encantem por mim e isso me ajudou a ter sucesso naquela época. Eu atuava, cantava e dançava, como numa espécie de musical. Mas, apesar de bem-sucedida, havia um vazio dentro de mim. Como se faltasse algo. E isso fez com que eu me entregasse cada vez mais ao trabalho. Eu fumava muito, ato que hoje entendo estar associado à tristeza.
Apaixonei-me por um homem, o mesmo com quem vivi em Vênus. Eu não quis ter filhos, ou ao menos adiei isso o máximo que pude. Estava em um ciclo de apresentações, fama e dinheiro. Todavia, o vazio continuava ali. Afundei-me também na bebida, tentando compreender ou preencher aquele vazio. Essa vida não acabou muito bem. Na verdade, ela teve um fim um pouco trágico, mas que de alguma forma já tinha sido curado dentro de mim. Os mentores pediram para eu continuar o que estava fazendo, que eu estava no caminho certo. Se algo precisasse ser dito, seria dito para mim e apenas para mim. As respostas e orientações que eu procurava precisavam ser acessadas por mim.
Mais adiante, aquela mesma vida entre os blue avians voltou a aparecer. Na primeira leitura, ela trazia a energia da liberdade. Na segunda, ela me lembrava do dom da diplomacia. Aquela passagem ocorreu antes de os blue avians chegarem ao nível dimensional em que estão hoje. O mundo era diferente da Terra, mas com bastante natureza. Um lugar pacífico, imerso numa sensação de paz muito grande. Ali, todos se davam bem, com diplomacia e respeito. Era um lugar em que se prezava a liberdade individual de cada ser e havia um pensamento coletivo.
Lá, eu também era professora. Dessa vez, não de crianças, e sim de adultos. Tratava de questões diplomáticas e algo similar ao que entendemos por relações internacionais. Eu tinha um posto ou cargo mais elevado e era responsável por algo naquele local. A título de comparação, em termos genéricos, eu ocupava o equivalente ao cargo de um ministro. Era muito justa, diplomática e amorosa. Mais séria também, porque levava o meu posto a sério. O vocabulário humano é relativamente pobre para descrever o que eu fazia ali. De todo modo, eu gostava do que fazia.
A diplomacia é algo muito forte para mim. Em essência, eu sou aquela pessoa que sabe lidar com todos de forma a não criar atritos ou separações. Pelo contrário. A minha energia me permite lidar com todos, dos mais ricos aos mais pobres, dos mais simples aos mais poderosos, sem que isso suba à minha cabeça. Há um nível de equidade em que trato a todos sem diferenciação, sem preconceitos. E essa é a minha maior arma ou trunfo. Os mentores repassaram que, se eu agir dessa forma e me conectar com essa energia, chegarei mais longe nos meus objetivos, na minha missão e naquilo que vim cumprir aqui, inclusive no que tange à finalização de processos cármicos.
Eu tenho uma intuição muito forte e é preciso confiar cada vez mais nela, nos recados e nas mensagens que recebo. Devo confiar no meu parceiro, cuja parceria não é de agora, mas que vem de muitas vidas. Ainda temos coisas a cumprir juntos. Entre nós, é necessário haver sempre respeito, seja individualmente, como casal ou como família. Abriu-se uma cena do futuro em que ríamos e estávamos muito felizes. Conosco, uma menina. Pediram para eu ficar em paz e tranquila, pois tudo daria certo. Sorríamos e brincávamos um com o outro, levando o relacionamento de forma leve e tranquila, como deveria ser. Pediam para eu me libertar de algumas coisas e finalizar alguns ciclos. Depois, precisaria apenas confiar. As informações viriam no momento certo.
Essa cena me fez refletir por um tempo, pois esse relacionamento tranquilo e de respeito mútuo não era exatamente o que eu vivia naquela época. Hoje, mais de três anos depois, posso dizer que constatei isso, mas com outra pessoa. Engraçado como a vida acontece, sempre nos conduzindo para onde devemos ir. De fato, um ciclo se encerrou e outro foi iniciado. A cena do futuro ainda não se concretizou totalmente, mas já vejo um vislumbre dela.
Da vida como blue avian, deveria me recordar de que levo essa diplomacia aonde quer que eu vá. Não de uma forma pesada ou difícil. Essa virtude existe dentro de mim e eu precisaria me recordar dela em qualquer situação conflituosa, difícil ou em que quisessem de alguma forma ser injustos comigo. A diplomacia me guia unida ao respeito ao outro e à minha individualidade.
Aquela blue avian me via feliz e orgulhosa, porque ela sabia que minha trajetória não foi e não seria fácil, mas eu estava conseguindo aprender, evoluir e crescer e logo poderia voltar para casa. Ela me disse: “Eu te vejo, eu te honro, sou grata a você e a amo. Nós nos abraçamos num momento de muita alegria, carinho e respeito. Ela abaixou a cabeça, em sinal de reverência e agradecimento, enquanto se transformava em luz. Uma luz muito bonita e brilhante que se integrou a mim. Aquele foi mais um estágio no caminho de evolução de uma Larissa mais segura, mais forte e mais calma. Eu brilhava. Por fim, disseram-me: “você tem muito mais mentores do que imagina e é muito maior e mais forte do que pensa.”
Texto de Larissa Alves
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