DIÁRIO DE UMA VIAJANTE AKÁSHICA: ÍKLIPHYS

No dia 03 de março de 2023, acessei os meus Registros Akáshicos junto a Alshaton. Falamos acerca de uma vivência que tive em Marte e também de alguns aspectos entre a minha infância e adolescência. Em Marte, fui um cientista chamado Íkliphys. Lá, o meu foco foi o desenvolvimento tecnológico, com ênfase na engenharia sideral. Muitas das ideias colocadas em prática naquela existência foram trazidas para a Terra em algum nível em minhas encarnações anteriores. Na maioria das vezes, elas foram traduzidas de maneira rudimentar, de acordo com o meu progresso neste orbe e o nível consciencial da civilização em que estive inserida. 

Assim o foi, porque a humanidade não tinha um avanço tecnológico suficiente para materializar algo como o que havia em Marte. Nesse sentido, inúmeras foram as ocasiões, ao longo das minhas passagens terrenas, em que tive que frear as minhas intuições. É relativamente desafiador ter uma visão mais ampla e enxergar do alto o conjunto da obra. Obviamente, isso tem os seus prós e contras, pois muitas vezes a minha mente pode se tornar dispersa, ou então, não conseguir valorizar os detalhes. Porém, eu já acessei memórias e tive a experiência de me ver em situações nas quais eu tinha um determinado conhecimento, eu sabia que poderia ajudar, mas, em meu coração, eu sabia que aquele não era o momento. 

Embora hoje eu não trabalhe com engenharia, por exemplo, a integração de Íkliphys me auxiliaria a movimentar a energia da criatividade e a trabalhar em outros tipos de tecnologias e ferramentas, como o Sistema Integrado de Resgate (SIR), com o qual atuo. Ali, Alshaton me lembrou que um de nossos dons é o da estratégia, afinal, os arcturianos são especialistas em estratégias para ascensões planetárias. Então, esse papel sempre permeia as minhas encarnações em algum nível. Íkliphys não trabalhou com diplomacia, todavia, ajudou no desenvolvimento tecnológico, em particular usando o conhecimento da engenharia sideral, uma das especialidades de Alshaton. 

Obviamente, algumas pessoas não ficaram felizes com essas movimentações e houve forças contrárias que buscaram me influenciar como Íkliphys para deturpar o meu senso ético. Dessa forma, existiria uma tendência a ser mais materialista, ambicioso e egoísta. As tecnologias criadas poderiam não visar o coletivo, e sim o meu próprio ego. Na linha de tempo que predominou, eu não segui por esse caminho. Contudo, numa realidade paralela, sim. E era essa linha de tempo que precisava ser tratada, uma realidade em que eu pensava mais em mim, em termos egoicos e egoístas, do que no bem coletivo. 

O que aconteceu lá não é tão diferente do que acontece conosco todos os dias. Sempre haverá forças contrárias a nós e ao nosso trabalho neste universo. Cabe a nós nos vigiarmos e estarmos atentos para os instantes em que o ego fala mais alto do que a voz do espírito. Em meu trabalho e em minha vida, todos os dias eu peço para ser a mais cristalina e coerente possível. Errar faz parte do processo de aprendizado e crescimento. Mas há uma diferença na energia e na conduta que origina esses feitos. Diariamente, eu me questiono se o que fiz era o certo para quem passa pelas minhas mãos. E Ízamo, meu Eu Superior, me ensina que o dia em que eu parar de me importar e de questionar a qualidade da minha entrega e do meu servir, este será o dia em que eu terei me desviado do meu propósito. 

Alshaton ainda me lembrou de que a forma como trabalhamos e agimos influencia direta ou indiretamente na iluminação desses mesmos seres que tentam interferir em nossas escolhas e caminhos. Obviamente, não somos responsáveis pela ascensão e iluminação de terceiros. Todavia, quando auxiliamos numa transição planetária, nós ajudamos tanto os espíritos que já estão num caminho mais expandido quanto os que vibram numa frequência muito densa a evoluírem. Cabe a nós construirmos uma base sólida que assessore na evolução e iluminação de todos, irradiando a luz do nosso Sol Interior. Por meio de nós, outras pessoas são capazes de encontrar o seu próprio caminho de iluminação. Não é nosso papel fazer isso por eles, entretanto, podemos sim contribuir para estabelecer as condições necessárias para tal. 

Após a reconexão com Íkliphys, fragmentos da minha infância e do início da minha adolescência foram trazidos. Aquela foi uma época de momentos muito dolorosos. Eu sofri bullying na escola por três anos seguidos. Praticamente não tinha amigos. Na verdade, apenas duas colegas de turma conversavam comigo e minhas maiores companhias eram os livros. Quando eu chegava em casa, encontrava um lar instável e desarmônico. Aquilo que vivi precisava ser transmutado e Alshaton me ensinou que aquelas situações também serviram para me mostrar a minha própria força e resiliência. 

Naquele dia, era necessário reconhecer em mim a minha força e coragem depois de tudo o que vivi. Alshaton me disse que eu sou muito mais do que penso. Eu ainda não compreendo todo o meu valor. Olhando em meus olhos, eu o ouvi dizer: “Você tem mais valor do que dá a si mesma.” E isso é algo muito comum. As pessoas tendem a não reconhecer o seu próprio valor, a sua divindade… E isso faz com que aceitem migalhas ao invés de estarem abertas para receber a verdadeira abundância que se alinha com suas almas. Algo ficou muito claro dentro de mim. Aprender a reconhecer o meu próprio valor é fundamental se eu quiser ajudar outras pessoas a fazerem o mesmo, a terem um reencontro consigo mesmas e com a sua verdadeira essência. 

Texto de Larissa Alves 

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