DIÁRIO DE UMA VIAJANTE AKÁSHICA: MERECIMENTO

https://youtu.be/SJQVm_BcgjI

No dia 29 de outubro de 2022, recebi mais uma leitura dos Registros Akáshicos. A título de curiosidade, quando a minha colega fez essa leitura para mim, ela ainda não tinha ouvido o áudio que encaminhei para ela. Para a nossa surpresa, assim como a leitura que ela me entregou, o acesso trouxe uma vida na Índia. Muitas vezes, quando falamos em prosperidade, pensamos na importância da gratidão e do amor por tudo o que temos, vivemos e somos. Mas esta leitura trouxe um outro aspecto, envolvendo o sentimento de culpa e a crença do não merecimento.

A cena se abriu numa cidade relativamente antiga, próxima da natureza, num lugar que lembrava o território da Índia. Ali, havia uma mulher, que era eu, com roupas típicas indianas. Um sari de cor azul, um lenço vermelho enrolado na cabeça e o bindi, aquela pintinha vermelha, no centro da testa, entre as sobrancelhas. Características de uma mulher casada. Eu carregava um cesto de roupas na cabeça. Era jovem e ia até a beira de um rio lavar aquelas roupas. Comigo, havia um menino, com cerca de nove anos de idade, e uma menina pequena. Ambos me acompanhavam. Eram meus filhos.

Eu fiquei muito tempo naquele lugar, lavando as roupas. Enquanto isso, meu filho brincava com outras crianças na rua e minha filha permanecia comigo, sob a minha supervisão direta. Ao terminar a tarefa, retornamos para casa, onde iniciei o preparo da refeição da minha família. A casa era muito simples e pobre. O lugar onde eu cozinhava era como uma espécie de forno a lenha, feito de tijolos. As panelas eram de ferro. A comida era escassa, então, eu precisava racioná-la para ser suficiente para todos nós.

O meu marido trabalhava na lavoura, num ofício associado à agricultura. Ele não ganhava muito. A casa parecia ser feita de barro e era bastante pequena. Não havia sequer um banheiro. Eram dois cômodos, sendo um espaço para a cozinha e outro para dormirmos todos juntos. Quase não tínhamos móveis. Panos e almofadas estavam espalhados pelo chão. Não possuíamos calçados. Passávamos a maior parte do tempo descalços. O povoado em que vivíamos era distante da cidade e era muito difícil ir até lá. Precisávamos de uma espécie de carroça para isso. O trabalho usava tração animal, demonstrando uma tecnologia rudimentar.

O menino estudava, mas a escola era longe. Ele tinha que caminhar muito. O pai o levava até certo ponto na carroça e, depois, eles ainda precisavam andar uma boa distância. A escola não tinha infraestrutura e as aulas aconteciam ao ar livre. Eu me preocupava muito com aquela situação. A mente vivia sobrecarregada, pensando em como as coisas poderiam ser melhores. Eu ficava muito triste pela vida que levávamos e pela situação na qual nos encontrávamos, principalmente pelos nossos filhos. Quando algum membro da família ficava doente, tínhamos que recorrer a curandeiros da região e às ervas naturais, bem como às práticas ensinadas pelos nossos antepassados.

Naquele momento, Shiva e Ganesha se fizeram presentes. Ambos me protegiam. Eu tinha muita fé neles e na imagem de Shiva e Parvati, ou Shakti, representantes da união entre os Sagrados Feminino e Masculino. Os três me envolviam em muita luz e amor. Nesse ponto da leitura, aquela mulher que fui foi levada para a sala branca, onde a colocaram numa maca. Esses deuses, mestres de luz associados à crença hindu, chegaram para ajudá-la, protegê-la e limpá-la. Outros mentores se fizeram presentes enquanto a sua cabeça era limpa e recebia a emanação de muita luz azul e verde na região do Terceiro Olho. Uma luz roxa e violeta foi aplicada no Coronário. Retiraram energias densas do corpo dela e continuaram emanando luz.

Essa existência carregava um contrato com a escassez, com a pobreza e com a culpa. Sentimentos de mágoa e frustração foram retirados do Cardíaco enquanto ele era preenchido com luz verde. Mexeram nos braços dela, dos ombros até as mãos, tirando energias densas. Fizeram o mesmo com as pernas. Os braços simbolizam o trabalho e a vontade de alcançar os nossos ideais. As pernas falam do nosso caminho e são as responsáveis por nos conduzir até onde decidimos ir.

Shiva e Ganesha me disseram que eu precisava me sentir merecedora do que desejava. Aceitação não significa que devemos nos conformar com o que temos. Mas, dentro de mim, havia uma culpa, como se o ato de querer algo além significasse que eu era ingrata pelo que tinha. Eles me pediram para acreditar que mereço mais. Assim, eu conseguiria agir com determinação e liberdade. Isso traria maior vazão para que as energias da prosperidade, do merecimento e do sucesso pudessem fluir na minha vida. Mas isso aconteceria na medida em que eu conseguisse superar os sentimentos de culpa e não merecimento. Quando nos culpamos por não nos conformarmos com a situação da escassez, interrompemos o fluxo. É preciso romper com essas crenças a fim de que as energias positivas fluam com mais naturalidade.

O que foi trazido naquele dia ainda reverbera dentro de mim. Trata-se de um trabalho diário, onde busco compreender que querer algo melhor não significa ser ingrata. Pelo contrário. É o ato de reconhecer a realidade que vivo, tendo a consciência de que posso construir algo melhor. Quantas vezes nos julgamos por sonhar com algo diferente daquilo que vivemos em outras vidas ou que os nossos antepassados viveram? A culpa vinha porque, apesar da escassez, ainda tínhamos alimento. Embora o ensino fosse distante e precário, havia possibilidade de estudo. Caso alguém adoecesse, tínhamos a quem recorrer e nos conectávamos com a sabedoria de nossos ancestrais. Meu esposo não tinha uma boa remuneração, mas era presente. Por que reconhecer essas bênçãos deveria excluir o desejo de que outras se materializassem? O ensino que esse acesso me trouxe é este: me reconhecer como merecedora de algo melhor não é sinônimo de desrespeito ao passado. Pelo contrário. É o ato de honrar as experiências vividas para poder seguir por novas e melhores estradas.

Texto de Larissa Alves

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