No dia 17 de dezembro de 2022, eu recebi uma leitura dos Registros Akáshicos que mudaria a minha vida. Eu não sabia o quanto ela seria importante, mas ela se tornaria uma realidade para mim um ano e meio depois. A primeira cena mostrava um lugar onde havia um vale com muita mata e verde. Era um vilarejo, com terra de chão batido, e várias casas parecidas umas com as outras. Boas, mas antigas. Muitas pessoas trabalhavam naquele lugar.
Uma dessas casas era repleta de flores e possuía um jardim ao seu redor. Dentro dela, abre-se uma cena num cômodo com uma mesa muito grande no centro dele. Existia um casal com três crianças ali. Era uma casa muito aconchegante, clara e com grandes janelas. Era simples, mas muito limpa e com bastante conforto. Os móveis eram simples, porém, de boa qualidade. Na mesa, um vaso de margaridas e uma fruteira cheia. Havia fartura de comida.
Eu, ainda criança, estava sentada e debruçada naquela mesa, esperando a comida. Minha mãe estava na cozinha. Meu pai estava na sala, fumando um charuto enquanto lia algo. Eu olhava muito para ele e o observava. Tínhamos uma serviçal que ajudava no serviço da casa. Minha mãe comandava a cozinha enquanto aquela serviçal levava a comida para mim. Eu ficava feliz, pois estava com fome. Meus olhos grandes e brilhantes enquanto via o prato de comida à minha frente.
Algum tempo passou. Meu pai comandava aquele vilarejo e supervisionava as plantações locais. No fundo da casa, tínhamos um cavalo negro e forte que ele montava. Naquela casa, meu pai dava as ordens e minha mãe obedecia. Ela não tinha voz ativa. Era uma vida muito farta, mas, aos dez anos de idade, eu olhava para a dinâmica da casa e o meu coração ficava triste. Eu era diferente, mas guardava tudo para mim. Observava e via coisas que as outras pessoas pareciam não perceber. Meu pai me deu conforto e estudo, no entanto, eu sabia que ali não teria voz. Tinha amor, mas um amor condicionado ao ato de seguir as ordens do meu pai.
O tempo passou mais um pouco. Eu já era jovem e tive estudo. Uma mulher ia até a nossa casa para me ensinar e instruir. Minha família tinha posses e eu sabia ler e escrever. Certo dia, minha mãe me chamou para conversar. Meu pai olhou para mim e disse que estava na hora de eu me casar. Ele tinha um pretendente para mim em mente. Espantada, eu lhe respondi que não queria aquilo, contudo, ele insistiu, alegando que o momento de eu me casar havia chegado. A pessoa a qual ele se referia era daquele mesmo vilarejo. E, embora não tivesse aceitado a ideia, eu lhe respondi que acataria a sua decisão.
Meus pais não sabiam, entretanto, eu tinha alguém de quem gostava e que também gostava de mim. Encontrei-me com ele em meio à natureza, num lugar bem distante da casa, para contar o que havia acontecido. Árvores, elementais, pássaros e borboletas nos cercavam. Eu chorava muito. Tinha por volta de dezoito ou dezenove anos. Eu expliquei o que tinha acontecido e disse que teria que assumir aquele compromisso. Naquela altura, o rapaz por quem eu era apaixonada colocou as suas mãos sobre os meus ombros, olhou em meus olhos e me disse para não fazer aquilo. Ele pediu que eu confiasse que ele encontraria uma solução para nós.
O rapaz também vinha de uma família com posses, mas ele não era dali. Era de um lugar distante. Eu o conhecia, porque ele ia até aquele vilarejo ocasionalmente, levando animais e mantimentos. Nossa aproximação se iniciou com olhares trocados de longe. Assim, ele pediu para eu me preparar e, caso fosse de minha vontade, que eu fugisse com ele. Eu estava assustada e disse que não queria isso. Eu não queria fugir. Ele decidiu prorrogar a estadia dele no vilarejo por mais um dia para que eu pudesse decidir se iria embora com ele ou não. Ele estaria me esperando.
Eu voltei para casa apavorada, sem saber o que fazer. Chamei a minha mãe e perguntei quando seria o casamento, ao que ela me respondeu que eles já haviam começado os preparativos. Meu pai tratava de tudo com a família do rapaz. Quando eu ouvi isso, soube que tinha que tomar uma decisão. Eu saí correndo dali e disse para o rapaz que eu amava que estaria pronta para ir embora com ele no dia seguinte.
Arrumei as minhas coisas apressada, com medo e com cautela para que ninguém me ouvisse. Pulei a janela do meu quarto, que dava para o jardim, e corri na direção dele. Fugimos na calada da noite. Ele me recebeu com os braços abertos e me deu um abraço forte e amoroso. Nos braços dele, todo o meu medo foi embora. Eu sabia que estava segura ali. Eu não queria a vida que a minha mãe levava, sem forças, sem vontade de viver, submissa.
Aquele rapaz me disse que faria tudo como deveria ser feito. Eu e ele seguimos com os animais por uma estrada. Ele morava muito longe dali. Ninguém desconfiou ou suspeitou de nós dois. Depois de vários dias, chegamos a um lugar muito diferente de onde eu morava. Era claro, bonito, em meio à natureza. Ele olhava para mim com muito amor e sabedoria. Era jovem, mas muito sábio e amoroso. Em suas mãos, havia poder. Ele usava muitas pedras e carregava uma delas dentro do casaco: um rubi.
Eu não sabia das pedras que ele tinha, do amor ou do cristal que ele carregava. Ele morava numa casa muito grande, no alto de uma colina, repleta de janelas. Ao chegarmos, ele foi recebido com abraços pela família, após os vários dias que passou fora. Eu estava atrás dele. Ao perceber que os seus pais me viram, ele lhes explicou que eu era o grande amor da sua vida. A princípio, eles questionaram, pois o rapaz nunca havia me mencionado. Mas ele insistiu e disse que eu era a mulher que ele queria.
Eu fui levada para um quarto da casa, onde fiquei até que nos casássemos. Aquele rapaz era nobre e correto e ele falaria com os meus pais a fim de que todas as regras fossem cumpridas. Eu passei meses ali até o dia do casamento e fui muito feliz naquele período. Todo o medo que eu tinha e toda a angústia de ver a dinâmica entre os meus pais foram embora. Os mentores repassaram que, desta vida, eu precisava resgatar o empoderamento feminino e a união dos Sagrados Feminino e Masculino.
Eu fugi de um lugar onde não me encaixava e não me sentia pertencente. Mas a minha coragem foi recompensada com toda a honra que uma moça da época merecia. Eu não fui desonrada. O rapaz por quem eu era apaixonada se casou comigo, me deu uma família e me deu um amor muito grande. No dia do nosso casamento, ele entregou em minhas mãos o mesmo rubi que carregava no bolso do seu casaco, com três rosas vermelhas. Eu deveria me empoderar de toda essa força, energia e sabedoria.
O rapaz era um homem da terra. Na casa dele, havia um lugar com muitas estantes e pedras de várias cores com as quais ele trabalhava. Este homem me daria a força e a energia da terra através dos cristais. Ele me mostrou aquele cômodo e, a partir daquela vida, eu comecei um trabalho não apenas com um cristal, mas com vários cristais. Os mentores pediram para que eu começasse a estudar sobre eles. A última imagem da leitura se congelou na família que construímos. Nos olhos dele, amor. Nos meus, ternura. A primeira fase daquela vida foi muito difícil, porém, depois do casamento, eu fui muito feliz com a família daquele homem.
Então, Mestra Nada passou a mão em meu rosto e disse que queria me dar todo o amor que tive naquela vida, todo o empoderamento e a união dos Sagrados Feminino e Masculino. Mestre Hilarion e a egrégora do Raio Verde também se fizeram presentes. Em minhas mãos, ele deixou uma esmeralda enquanto beijava a minha testa e sussurrava algo em meu ouvido, que hoje sou capaz de compreender: “Você é digna”. Uma cigana se aproximou de mim e trouxe uma bandeja cheia de cristais. Depois, vieram os arcturianos, fazendo um círculo ao redor de mim.
No dia dessa leitura, uma promessa foi feita. Tudo o que tive naquela vida, teria novamente nesta. Um ano e meio depois, eu conheci o Raul. Um homem da terra, cristaloterapeuta clínico, com uma casa repleta de cristais e uma família que me acolheu com muita amorosidade. Assim como naquela vida, a minha infância e adolescência não foram fáceis. Quando eu o conheci, morava no Rio de Janeiro e, eventualmente, me mudei para a cidade dele, São Vicente, bem longe de onde estava. Nos seus braços, continuo sentindo a mesma segurança. Nas suas atitudes e fala, os mesmos incentivos para que eu tenha a coragem de ser eu e ouvir o meu coração. No seu olhar, o mesmo amor. Quanto aos cristais, eles estão aqui, mais uma vez ancorando as energias cristalinas em nosso lar.
Texto de Larissa Alves
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