No dia 23 de fevereiro de 2023, acessei os meus Registros Akáshicos. Essa leitura foi conduzida por Alshaton. O tema do acesso foi a reconexão com um fractal da Constelação da Baleia, mais especificamente do setor estelar de Tau Ceti. Marvik, como Alshaton me repassou, foi um humanoide pisciano que nasceu e atuou no terceiro planeta que orbita aquele sol. O orbe era predominantemente aquático, porém, apesar de ter uma porcentagem de água maior do que a que encontramos aqui na Terra, a sua atmosfera era relativamente familiar à nossa.
Sabemos que passamos, vivemos e estudamos em diversos lugares pelo cosmos. Alguns planetas se tornam grandes universidades, onde nossas passagens são temporárias, não envolvendo necessariamente uma encarnação direta naquele local. Outros são como a Terra, planetas-escolas onde temos a experiência completa. O planeta de Tau Ceti era dessa segunda ordem e Alshaton me explicou que a sua similaridade com a Terra fez com que muitos dos que aqui estão encarnados passassem por aquele lugar como uma forma de treinamento para o que nos esperaria aqui. Afinal de contas, a configuração natural do planeta era similar, embora os aprendizados não fossem tão densos quanto os que experienciaríamos aqui.
Vocês podem estar pensando: como um humanoide pisciano poderia estar associado ao que viveríamos na Terra se nosso veículo humano é tão diferente? Ora… Esqueceram-se do passado de Atlântida e dos povos aquáticos que hoje vivem a partir da 4D superior? Este planeta é muito mais do que os seus olhos são capazes de ver. Marvik tinha uma estrutura biológica cujos traços piscianos predominavam. Escamas arredondadas por todo o corpo, sua pele em tom de azul-turquesa, olhos grandes, com íris em tom de azul-escuro e um leve toque de violeta. Suas pupilas eram na vertical, a esclera dos olhos quase imperceptível. Suas orelhas eram como as de peixe, em seu pescoço havia guelras, em suas mãos e pés, membranas interdigitais entre os seus quatro dedos. Nariz sem estrutura definida, uma vez que vivia predominantemente na água.
Na primeira vez que o vi, ele usava um macacão branco da confederação. Foi a formatação que passou a assumir depois do cumprimento da sua missão naquele local. Experiências foram vividas e passamos por uma espécie de simulação pré-Terra. Estratégias de ascensão foram colocadas em prática em Tau Ceti. Vale ressaltar aqui o fato de que, pelos arcturianos serem especialistas em estratégias de ascensões planetárias, é extremamente comum que estejam envolvidos nesse tipo de projeto e façam parte das primeiras linhagens a adentrar nessas experiências. Hoje, o orbe em questão já ascensionou.
Ainda encarnado, Marvik trabalhou com a virtude da diplomacia, voltando-se para o ensino e a guiança de outras pessoas. A partir dessa leitura e de outras que se seguiram, alguns padrões de minha essência ficaram bem claros para mim. Onde quer que eu esteja, a comunicação, o uso da voz e o diálogo se fazem presentes, independentemente da forma como isso se materializa. O estudo e o ensino permeiam as minhas experiências, não estando vinculados a uma profissão ou missão em específico. Em verdade, dentro de nossos lares, de nossas famílias e dos demais relacionamentos sociais que mantemos, a diplomacia é uma virtude que sempre deve ser buscada a fim de garantir uma convivência harmônica.
A telepatia de Marvik era extraordinária e me auxiliaria no desenvolvimento da minha própria telepatia e demais dons mediúnicos, principalmente no que tange aos aspectos psíquicos. Mas ter essa habilidade traz os seus desafios. Marvik sofreu uma série de ataques psíquicos. Ele fez muitas coisas boas e auxiliou na ascensão daquele planeta. Porém, isso foi feito com bastante dificuldade diante de inúmeros obstáculos colocados no seu caminho. No dia desta leitura em particular, eu estava com muita dor de cabeça, reverberando a questão que seria trabalhada nessa parcela de minha consciência.
Houve tentativas por parte de forças não confederadas para que o projeto em Tau Ceti não fosse finalizado, justamente porque ele serviu de base, entre outras experiências, para o que a Confederação esperava desenvolver no Projeto Terra. O planeta em que estamos é um lugar que permite o cumprimento de nossas missões, resoluções cármicas e auxílio nas prisões de muitos seres não confederados, tudo ao mesmo tempo. A Terra é o palco onde inúmeras peças acontecem concomitantemente.
No dia seguinte, em 24 de fevereiro de 2023, um novo acesso viria complementar este. Também conduzido por Alshaton, foi-me explicado a necessidade de trabalhar algo fundamental em termos emocionais. Vejam, interferências em algum nível sempre poderão ocorrer. No entanto, o que nos permite passar por esses desafios é o ato de assumir o nosso poder pessoal, confiar em nós e na ideia de que tudo no Universo possui uma função e está no seu devido lugar.
Alshaton trouxe momentos em que, como Larissa, eu me senti insegura ou tive a minha confiança traída. Muitas vezes, eu perdi a confiança em mim diante das atitudes ou das críticas de outras pessoas. A perda dessa confiança me trouxe uma sensação constante de insegurança. Quando isso acontece, deixamos de confiar nas pessoas e na vida e, assim, desconectamo-nos da virtude da fé. Em essência, eu sou um ser dotado de uma profunda fé. Ao me desligar da fé, eu me perco de mim mesma.
Dentro do meu coração e da minha mente, existem parcelas, e digo “existem” pois esse ainda é um trabalho em progresso, que buscam o tempo todo se sentirem seguras, amadas e acolhidas. Afinal, na maior parte do tempo, eu não recebi isso na minha infância e, por conseguinte, não fui ensinada a fazer por mim. Não havia um exemplo a ser seguido. Meus pais e outras pessoas que me cercavam também não sabiam como fazer isso. E Alshaton reforçou a necessidade de que essa segurança e confiança viessem de dentro de mim. Pessoas traem a nossa confiança, mas isso não significa que devemos deixar de confiar em nós, no mundo ou nas pessoas. Na realidade, isso fala mais sobre as escolhas de cada um dentro do livre-arbítrio que possui. A nós, cabe a escolha de como decidimos agir diante disso.
Essas situações nos ensinam a ser mais cautelosos, observadores e buscar compreender as circunstâncias e relacionamentos em nossas vidas com mais clareza e consciência. Assim, notamos o que deve ou não permanecer em nossas vidas e se há necessidade de modificações ou reajustes. Alshaton me disse: “Você não precisa deixar de ser você ou desistir da sua essência pela forma como o outro age.” A insegurança e a falta de confiança no outro também geram sobrecarga, porque estabelece-se um padrão de centralização onde não conseguimos delegar. Há, então, um acúmulo de atividades e funções. De fato, o outro nunca fará as coisas como nós, porque todos possuem a sua própria maneira de agir, ser, sentir e pensar, única na Criação.
O trabalho da energia de insegurança permite olhar para o outro com mais calma e tolerância, aceitando que ele não é igual a nós. É preciso recuperar a confiança na nossa própria individualidade e, por conseguinte, na individualidade das pessoas. É recobrar a nossa autossoberania e perceber que o outro é soberano de si. Quantas vezes assumimos votos para conosco dizendo: “Eu não consigo, eu não sou capaz, eu não sinto, eu não ouço, eu não vejo”. Naquela época, Alshaton já me explicava que a mente acelerada não permitia que eu me conectasse adequadamente com o meu sentir. Parece proposital que hoje vivamos num mundo onde há telas para todos os lados e desaprendemos a respirar de maneira consciente. Viver no automático muitas vezes também nos impede de seguir com nossos estudos, prática esta que assessora na construção dessa confiança ao trazer uma base teórica e conhecimentos capazes de traduzir, ao menos minimamente, o que se passa em nossos corações.
Para continuar desenvolvendo os meus dons da melhor maneira possível, os mesmos com os quais Marvik me ajudaria, seria preciso reconhecer a necessidade da autodisciplina e assumir a minha própria essência. Minha infância me trouxe um aprendizado muito importante que busco colocar em prática hoje: ser soberano de si requer estabelecer limites. Nem sempre isso será prazeroso e definitivamente não agradará a todos. Mas, se feito com respeito, amor e diplomacia, entendemos aos poucos que respeitar as nossas necessidades e o nosso espaço não significa ignorar os que nos cercam. Na prática, é a escolha de colocar o colete salva-vidas primeiro em nós para podermos ajudar os demais. Não podemos mudar o mundo e as pessoas. No entanto, podemos escolher como deixamos que eles nos afetem. No fundo, somos nós que damos permissão para que o outro entre em nossas mentes. Se focarmos no que verdadeiramente importa, os barulhos ao redor se transformam em ruído branco.
Texto de Larissa Alves
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