No dia 21 de fevereiro de 2023, acessei mais uma vez os meus Registros Akáshicos. Dessa vez, o processo foi conduzido por Alshaton, meu Avatar arcturiano. Em linhas gerais, o processo foi dividido em duas etapas. Na primeira delas, aprofundamos alguns aspectos relacionados ao amor-próprio. Na segunda, orientações acerca do meu trabalho foram repassadas enquanto ajustes, limpezas e resgates específicos eram efetuados com o intuito de auxiliar nas tarefas com as quais me depararia no futuro. Entre a leitura conduzida por Ízamo no dia 13 de fevereiro de 2023 e esta, recebi um acesso feito pelo Mauro onde tinha sido trazida a informação da retirada de um dispositivo que fazia com que eu olhasse com muito amor para as outras pessoas, espelhando-me nelas sem de fato estender esse amor para mim.
Quer dizer, aquela determinada tecnologia fazia com que eu acreditasse que ao doar o meu amor para o externo estaria me amando, porém, num aspecto em desequilíbrio. Esse item me levava ao extremo do ensinamento de amar ao próximo, gerando processos de autoanulação e doação excessiva. Sabemos que um chip ou implante potencializa algo que já existe dentro de nós. Nesse sentido, Alshaton me explicou que eu e as demais consciências de minha linha de fractalização temos a tendência de ver aquilo de melhor que existe dentro das pessoas. Uma habilidade de enxergar o potencial que existe dentro delas e a luz que são capazes de manifestar. Porém, pureza em excesso leva à ingenuidade, ignorando aspectos de sombra e pontos de corrupção, meus e de outras pessoas.
O desequilíbrio dessa habilidade gera ilusões onde a realidade, aquilo que alguém é de fato, mistura-se com o que essa pessoa tem potencial para se tornar. Naquele dia, Alshaton me orientou a sempre observar e ter o discernimento de compreender se estou levando em consideração uma determinada pessoa como ela é, em termos bastante práticos, se estou vendo o potencial dela ou, talvez, projetando expectativas minhas quanto ao que ela poderia se tornar. Hoje, reflexões muito profundas nascem desse acesso. O meu amor é depositado em algo concreto ou utópico? E se ele está baseado numa ilusão, será que sobreviveria à realidade? Vermos a nós mesmos e ao outro como somos em verdade nos dá a possibilidade de descobrirmos o que possui bases sólidas, construídas com amor incondicional, ou não.
Ver o potencial que as pessoas possuem nos leva à necessidade de ter o discernimento de nos preservarmos diante das atitudes e das escolhas alheias. Se alguém opta por seguir pelo caminho que melhor manifesta os seus dons naturais e a sua luz, podemos servir como um professor em seu caminho e auxiliá-lo na elevação de sua frequência e consciência conforme segue o seu próprio ritmo. Mas há um limite onde percebemos que não podemos nos sacrificar, seja ao nosso amor-próprio, aos nossos objetivos, à nossa energia ou quaisquer outros aspectos, principalmente diante de pessoas que escolhem não se mover. É uma questão de estratégia, por meio da qual fazemos o melhor uso possível do nosso tempo e da nossa energia, respeitando o livre-arbítrio alheio.
No que tange a essa parcela da leitura, entendi que nos sacrificar em prol de alguém nunca traz bons resultados, seja para nós ou para o outro. Além de o outro não avançar, atrapalhamos o seu progresso, pois o que queremos não é precisamente o que o outro deve experienciar. Eis aqui um aspecto do controle, disfarçado de boa intenção. A espiritualidade nos ensina a confiar. Nela, no outro e no processo que vivemos, individual e coletivamente. Reconhecer verdadeiramente a nossa luz e a do próximo requer soltar o controle e ter fé de que, ainda que as circunstâncias sejam diferentes daquela que imaginávamos, o outro é tão soberano e divino quanto nós.
Depois que Alshaton me trouxe esses pontos, seguimos para a segunda parte da leitura. Ali, falamos um pouco do que escolhi viver e fazer nesta encarnação. Muitos dos dados trazidos ainda não se concretizaram, mas serviram de norte e me mantêm no caminho traçado por minha Alma. Posso não ver ainda os resultados de tudo o que foi dito. Às vezes, sinto-me até mesmo pequena diante do que foi transmitido. Mas confio que tudo chegará a seu tempo. Segue o que me foi repassado.
Dentro da minha biblioteca há muito conhecimento de diversas eras e civilizações. Eu fui uma grande estudiosa e angariei muitas informações e conhecimentos ao longo da minha trajetória, porque, intuitivamente, sabia que um dia precisaria disso, mesmo depois do estabelecimento do véu do esquecimento. Por esse motivo, tornei-me professora, filósofa, cientista, intérprete e poliglota em muitas vidas, sempre em busca de conhecimento. Tudo foi registrado na minha biblioteca dos Registros Akáshicos para que eu pudesse acessar, trazendo esses dados à luz do mundo no momento certo.
Para tal, eu devo me recordar de utilizar o meu senso crítico e interpretativo, assim como a minha percepção daquilo que é justo, moral e ético, trazendo detalhes importantes com a máxima precisão e clareza. Meu papel é ancorar a verdade a fim de proporcionar cura com acolhimento, compreensão, transmutação e ressignificação. Mesmo as maiores atrocidades da humanidade diante dos meus olhos, das minhas mãos, do papel e da caneta que uso devem se transformar em simples aprendizados, pois assim o são.
Alguns trabalhos futuros foram mencionados, como a escrita de livros e a atuação com traduções e ilustrações. Eventualmente, o acesso aos Registros Akáshicos e demais ferramentas que possuo adquirirão o foco do aprendizado e do ensino. Alshaton me explicou que um dos meus papéis será trazer conteúdos históricos, em conexão com os Registros Akáshicos Universais e Planetários para transmitir o que realmente aconteceu com Gaia e a humanidade, resgatando informações perdidas no tempo, de maneira clara e acessível.
Por um lado, assim como Alshaton e Ízamo experienciaram em suas respectivas trajetórias, há uma pressão interna por ter aceitado ser responsável pela transmissão de tamanha quantidade de conhecimento com qualidade. Meu senso ético faz com que eu me preocupe com a veracidade e a qualidade das informações que passo adiante, sempre refletindo sobre questões como: “Será que isso é válido? Será que fará com que a vida das pessoas seja melhor ou apenas fará com que fiquem mais confusas? Quando devo revelar isso? Como devo revelar isso?”
Alshaton me garantiu que eu saberia exatamente como trazer aquilo que as pessoas precisam. Ele também me disse que a cobrança é proporcional à responsabilidade que escolhi assumir, embora possa e deva ser mais leve a fim de evitar aspectos como o excesso de preocupações, que levaram muitas vezes a padrões de insônia. É preciso maior paciência e tolerância para comigo. Assim, tenho aprendido desde então que as coisas acontecem no tempo certo e é preciso permitir que o tempo traga o cumprimento das missões que escolhi.
O conhecimento que carrego e o trabalho ao qual me propus eventualmente me tornaram alvo para ataques proferidos por grupos e consciências específicas. Em muitas noites ao longo da minha vida, experienciei a sensação de pânico, fosse devido aos que não queriam que eu completasse essas tarefas, fosse de perseguidores do passado com os quais assumi alguma dívida. Ainda que dormisse muito, descansava pouco. Tinha minha energia vampirizada e, tal como ocorreu em outras existências, tive um grande potencial mediúnico drenado de inúmeras formas.
Em minha infância e adolescência, fui levada para muitos lugares em desdobramento nos quais não queria estar. O que vivia em minhas projeções astrais resultou em mais de uma década de desconexão com a espiritualidade e travas para recordar conscientemente dos desdobramentos astrais. Mas, desde esse acesso aos meus Registros Akáshicos, com os trabalhos energéticos e os estudos efetuados, com o apoio de um melhor cuidado e fortalecimento do meu corpo físico, bem como da melhoria na minha qualidade de sono, as recordações dos trabalhos noturnos se tornaram mais frequentes e claras. Hoje, ainda não vejo todos os planos que Alshaton me mostrou materializados. Porém, definitivamente vejo um esboço se formando diante dos meus olhos. E eu farei tudo o que estiver ao meu alcance para que esta vida seja uma de minhas obras-primas.
Texto de Larissa Alves
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