Em treze de fevereiro de 2023, acessei os meus Registros Akáshicos mais uma vez. A leitura foi conduzida por Ízamo, que buscou me mostrar o peso da autocobrança, algo vivido por ele no passado e que se estendeu por toda a linha de fractalização. Quando dizemos que nosso Eu Superior é o nosso maior guia, é porque temos desafios e experiências em comum que servem à expansão de nossa consciência. Na maior parte do tempo, trata-se de um padrão comportamental, mental e emocional, não necessariamente vinculado a um tipo de ambiente, relação ou a pessoas específicas, embora pontos em comum possam ser estabelecidos.
Pode ser que o leitor ou ouvinte se pergunte: “Mas por que é que eu preciso passar por isso novamente se já foi vivido antes?” E eu lhes digo que os maiores desafios com os quais nos deparamos em nossas vidas são aqueles capazes de nos ensinar acerca das nossas maiores forças, dons e virtudes. Essas situações nos levam a caminhos de crescimento e a conexão com o nosso Eu Superior não nos impede de viver esses processos. Todavia, ela nos auxilia a vivê-los com mais amorosidade, compaixão e compreensão, revestindo a dor em amparo e transformando o sofrimento e a solidão em autoaceitação e amor-próprio.
Além do peso da autocobrança, um outro aspecto importante foi trazido naquele dia: a ausência da figura paterna. Por diferentes circunstâncias, eu e Ízamo tivemos esse aprendizado em comum. Ausência não significa falta de amor. Em verdade, havia amor por parte do pai. Porém, existia uma distância física e uma negligência no trato dessa relação. Essa ausência foi um dos pontos que levou a uma autocobrança exacerbada e a um perfeccionismo desenfreado na tentativa de tentar preencher o vazio daquele que não ocupou o seu lugar. Daí, derivaram também padrões de estresse, exaustão mental e tensão nervosa.
A nossa mente possui uma maneira interessante de interpretar as coisas. No subconsciente, alcançar a perfeição, concluir metas, atingir o reconhecimento por aquilo que foi concretizado seria uma forma de receber o amor e a atenção do pai. Como se o amor fosse condicionado a algo que se faz, e não àquilo que se é em essência. Na época em que Ízamo começou os seus estudos de alquimia, a maioria das pessoas não acreditava nela enquanto ciência. Na realidade, a alquimia estava envolta em tabus. Assim, ele se cobrava, dizendo a si mesmo que precisava acertar, que não podia falhar, que precisava fazer com que as coisas acontecessem. Se ele falhasse diante das pessoas, além de se sentir um fracasso, ele pensava que elas jamais acreditariam em suas próximas invenções.
O aprendizado de Ízamo me lembrou de um aspecto fundamental em tudo o que fazemos de novo em nossas vidas: errar faz parte do processo. Nem sempre acertaremos de primeira e, definitivamente, não faremos tudo com perfeição o tempo todo. É mais sobre se permitir aprender e experienciar do que focar apenas na busca por resultados. É sobre a trajetória, e não sobre a linha de chegada. Por sua extrema dedicação, Ízamo obtinha sucesso em seus trabalhos. O mesmo se deu comigo ao longo de minha vida. Mas esse aspecto também esconde algo: a facilidade em desistir de tudo aquilo onde não haja excelência. Afinal, se não for para ser perfeito, não merece o meu tempo, energia ou dedicação. A questão é que pensar dessa forma pode nos levar a abdicar de coisas importantes para nós e para a nossa vida simplesmente porque não as realizamos com perfeição. Assim, passamos a não nos permitir dedicar tempo e amor para algo novo florescer.
Em busca do reconhecimento e do sucesso de suas invenções, Ízamo permitiu que terceiros começassem a depositar as suas esperanças e as suas expectativas nele. Ele não impôs limites a essas pessoas, uma vez que não era capaz de impor limites a si mesmo e à sua autocobrança. Afinal, recebemos dos outros aquilo que damos a nós mesmos. E aqui um outro padrão se repetiu: o complexo de salvador ou a síndrome do herói. Ízamo tentava ajudar a todos e o fazia de coração. Ele realmente desejava que a vida daquelas pessoas pudesse ser melhor. As suas intenções eram boas, mas ele se negligenciava.
Foram anos lidando com essas questões. A cura não veio da noite para o dia. A compreensão não foi alcançada em poucas semanas. As coisas começaram a mudar de fato quando Ízamo conheceu Karala e passou a ter outras responsabilidades que não fossem o trabalho e os estudos. Afinal, ele tinha uma companheira. Algum tempo depois, vieram os filhos. Karala esteve sempre ao seu lado. Ela nunca desistiu dele. Foi um caminho árduo a percepção de que ele deveria dedicar mais tempo para si, para o seu corpo e para a sua família. Sua saúde passou a ter uma importância ainda maior, porque agora ele era responsável por outras vidas.
Até então, Ízamo não se alimentava bem. O estresse, a ansiedade, os pensamentos acelerados e a mente que nunca parava não deixavam que ele se alimentasse ou se hidratasse em paz. As atividades físicas eram relegadas para o segundo plano num mundo em que ainda não tinha passado pela ascensão. Meu Eu Superior me disse isso, em perfeito paralelo com tais aspectos de minha vida enquanto Larissa, a fim de que eu não demorasse tanto tempo quanto ele demorou para perceber as mudanças que precisavam ser feitas. Nas palavras de Ízamo: “Eu quero que você seja capaz de viver uma vida plena e feliz, sem precisar passar pelos mesmos revezes, pelas mesmas dificuldades que passei. Havia sim uma cobrança externa, mas eu me cobrava acima de tudo e de todos, como você se cobra. Não se cobre tanto.”
Ízamo era alguém que tentava ser forte o tempo todo para não ter que olhar para as suas fraquezas. No dia dessa leitura, uma armadura começou a ser quebrada dentro de mim. Com o tempo, fui percebendo que não preciso ser forte o tempo todo. Há beleza na vulnerabilidade. Não existe amor incondicional quando não nos permitimos amar cada parte de nós. E, quando fazemos isso de verdade, mesmo o que víamos como fraqueza passa a se transformar em um dom. A autocobrança traz o aprendizado do não julgamento e da conexão com o acolhimento e a empatia. Nós damos permissão e escolhemos os pesos que carregamos em nossas vidas.
Meu Eu Superior me disse naquele dia que eu iria muito longe. Eu tenho muito a oferecer e serei capaz de alcançar a excelência. Não por meio da autocobrança, e sim através do amor. Na sala de cura, minha mente foi limpa e o meu coração foi reconstituído e envolvido em tamanha amorosidade que não acredito existir na linguagem humana um termo capaz de definir o que aconteceu. Nessa mesma sala, eu, Alshaton, Ízamo e mesmo a Mônada que me originou escolhemos afirmar em uníssono: “Somos dignos de amor, felicidade, compaixão, empatia e acolhimento, não de outras pessoas, mas de nós mesmos. Hoje, estamos aqui para nos dar o que esperamos que o mundo nos desse. Porém, somos nós que devemos nos amar, ir em busca de nossa felicidade e ter compaixão, empatia e acolhimento para conosco.”.
Ízamo me ensinou a olhar para aquilo que estava escondido dentro de mim e que eu não queria mostrar a ninguém. Talvez por reconhecer como fraqueza, por me sentir pequena de alguma forma ou por ter vergonha de mostrar que não sou perfeita como gostaria de ser. Quanto mais tempo demoramos para reconhecer essas sombras, mais mágoa, raiva e tristeza vão se acumulando dentro de nós. Reconhecer esses aspectos e falar a respeito deles é uma forma de cura.
Ainda que eu não estivesse pronta para compartilhar essas informações com outras pessoas, mesmo que não me sentisse segura ou confiante de me abrir para alguém, que eu não me esquecesse disso: Ízamo sempre estaria presente para me acolher e me ouvir. Ali, ele me fez um último pedido: “Não se permita se calar mais uma vez… Não permita, Larissa, jamais permita que o mundo, as pessoas ou as circunstâncias, não importa quem sejam, não importa quais sejam, não permita que nada disso apague a sua luz. No momento em que você aprender a se amar, o mundo a verá com outros olhos.”.
Texto de Larissa Alves
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