DIÁRIO DE UMA VIAJANTE AKÁSHICA: IRINA

No dia 28 de fevereiro de 2023, acessei mais uma vez os meus Registros Akáshicos. Conduzida por Alshaton, dois assuntos foram tratados: o resgate de um fractal lyriano e alguns aprendizados em comum com Ízamo que me ajudariam em minha caminhada. O fractal em questão se chamava Irina, uma lyriana que teve o seu planeta de origem destruído em meio às guerras ocorridas naquela constelação. Embora sua aparência fosse jovem, poderíamos considerá-la uma anciã muito poderosa e sábia, uma parcela ascensionada de minha centelha divina que se apresentava para auxílio. 

Quando o seu planeta foi destruído, havia naquele campo diferentes seres e energias que buscaram influenciá-la, bem como aos demais sobreviventes, a fim de que se perdessem na raiva, na revolta e no ódio cego diante do que tinha acontecido. É muito desafiador buscar descrever o que é a destruição de um planeta. O coração chora e o silêncio traduz um luto mórbido de algo que nunca mais voltaremos a ver. Seria muito fácil se perder nessa energia e se deixar levar pela percepção de que não há mais um lar para onde retornar. Definitivamente, de todas as situações que já acessei nos meus Registros Akáshicos e no Akasha de outras pessoas, a destruição de um orbe e a fragmentação das almas que o ocupavam é uma das mais dolorosas. 

O que foi trazido naquele dia poderia ser denominado como um paradoxo temporal. A ajuda foi enviada para uma parcela de minha consciência que um dia assumiria esse mesmo posto. Havia naquele acesso uma paz de espírito, uma paz interior ancorada para que Irina seguisse em frente e entendesse que ela não poderia mudar o passado nem impedir a explosão do lugar que um dia foi sua casa. Todavia, ela poderia fazer diferente, ser alguém melhor e ajudar os demais em seus respectivos processos evolutivos, evitando que outros orbes sofressem o mesmo destino. 

Irina adquiriu e me trouxe ao mesmo tempo a percepção de que aqueles que nos fizeram mal em algum momento também possuem o direito de evoluir e, eventualmente, evoluirão, cada um no seu tempo. É ainda de seu merecimento, como parcelas da criação, o recebimento de auxílio, amor, acolhimento e perdão. Existe, é claro, a Lei de Causa e Efeito. E mesmo dentro dela, esses seres podem optar pelo aprendizado que nasce da dor ou do amor. Não é nosso papel julgar ou condenar. Essa foi a energia ancorada por e para Irina. 

  Hoje, ela não mora em um planeta específico e não há um lugar que ela chame de casa. O tempo ensinou que não importa onde ela está, e sim a presença de sua família, amigos e aqueles que ama. Ela escolhe onde quer estar e optou por permanecer dentro de uma nave próxima ao Sol Central Galáctico, oferecendo auxílio para os que dele necessitassem. Irina permanece próxima a uma espécie de estação de rádio, enviando um sinal com suas coordenadas e escutando os que respondem ao chamado. O setor no qual ela trabalha faz parte de uma grande nave, retransmitindo sinais, códigos e energias. Quando ela é chamada, um pulso de luz violeta é enviado para o local que enviou a mensagem. 

Lucy, uma das dragonizas que me acompanha, uma velha companheira dos tempos de Lemúria, é responsável por potencializar ainda mais a Chama Violeta em meu campo áurico, de forma que minha consciência seja elevada até a 11ª dimensão onde atua Irina. Deixo aqui uma breve descrição dessa lyriana que faz parte de quem sou em essência: humanoide com traços felinos, suas feições lembram a de uma leoa. Seus cabelos são longos, de um castanho-médio. Os olhos são cor de mel, quase dourados, com pupilas na vertical. Pele bege, lisa, com pelos muito finos. Lábio e nariz mais humanos, exceto pela ponta do nariz, que lembra o focinho de um gato. Seu olhar é doce, gentil e amoroso. 

Nas palavras de Alshaton, a energia que ela representa para mim é a da gentileza. E é preciso que eu seja mais gentil comigo, trazendo para dentro de mim a mesma gentileza que oferto para os outros. Irina é uma das parcelas de minha consciência que me entrega um pouco do que dou para os demais. Nessa altura, algumas memórias de Ízamo foram trazidas, em conexão com momentos de minha infância, adolescência e vida adulta. Meu Eu Superior, em sua juventude, sempre se preocupava com os outros e tinha uma dificuldade gigantesca de olhar para si. Ele via os sofrimentos dos que o cercavam e pensava em como poderia ajudar. 

Entretanto, pensar demais nos outros faz com que pensemos de menos em nós. Minha tendência sempre foi me preocupar mais com os outros do que comigo, trazendo aspectos de autonegligência que se perpetuaram por muito tempo. Por conseguinte, há um importante aprendizado no que tange ao estabelecimento de limites saudáveis e à necessidade de aprender a dizer não sem culpa. Ajudar alguém de coração é diferente de se sentir no dever de assumir uma situação que faz parte do aprendizado do outro e daqueles que o cercam. 

Alshaton e Ízamo me lembraram mais uma vez de não assumir as dores de outras pessoas. Irina, em seu papel missionário, ajuda àqueles que lhe enviam um pedido de socorro. E, muitas vezes, o seu papel é direcionar naves menores para aquela localização e efetuar o envio da Chama Violeta. Ela não sai de onde está para ir até onde o socorro é necessário. Se ela fizesse isso, quem responderia aos demais pedidos de auxílio? Irina me ensina sobretudo acerca de limites e prioridades. 

Nunca sabemos a real situação de uma pessoa, a história de sua alma ou os aprendizados que a envolvem e aqueles que fazem parte do mesmo grupo cármico. Muitas vezes, podemos atrapalhar a evolução daquele grupo, ocupando um lugar que deveria ser de outra pessoa. Por mais doloroso que seja, determinadas pessoas precisam passar por certas experiências e não temos o direito de interferir no seu caminho e nos desviarmos do nosso próprio processo. Limites são necessários e o sim que damos para o outro pode ser o não que estendemos a nós e aos nossos sonhos. A mensagem naquele dia foi muito clara: dizer não faz parte da vida e é um exercício diário. 

Texto de Larissa Alves 

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