DIÁRIO DE UMA VIAJANTE AKÁSHICA: VINTE E QUATRO ANOS 

No dia 04 de fevereiro de 2023, abri os meus Registros Akáshicos. Depois de uma série de perguntas e conversas com os mentores, Zafir conduziu um trabalho voltado para os Chakras Básico e Cardíaco. A maior questão a ser trabalhada naquele momento dizia respeito à minha família, em especial, à minha relação com a minha mãe e à minha irmã mais velha. Tive muitas existências com ambas. Há um triângulo energético que compõe a ligação entre nós três. A minha irmã é alguém que sempre tentou me mostrar diferentes perspectivas, afinal, ela é seis anos mais velha, bem mais experiente e uma pessoa que buscou terapias por muitos anos. Não à toa, de acordo com a energia do Tzolkin, pertencemos a uma mesma Onda Encantada, a Onda da Serpente, e possuímos um mesmo propósito: a superação do instinto de sobrevivência e a transcendência através do corpo físico, da matéria, da energia vital e do prazer pela vida. Uma ao lado da outra, literalmente. Sou kin 115, Águia Espectral, e ela é kin 116, Guerreiro Cristal. 

Muitas ferramentas chegaram ao longo dos anos para eu compreender uma das principais dinâmicas que vim trabalhar aqui. Além da sincronicidade mostrada pelo Tzolkin, hoje vejo a minha irmã como alguém extremamente importante na superação das sombras que habitam a minha Lua em Escorpião na Casa 12, isto é, aquilo que está oculto. Ela me incentiva a ver as partes de mim que não tenho coragem de ver, os pontos que ainda precisam ser trabalhados. Demorei mais de duas décadas para entender que o universo tinha colocado ao meu lado uma professora e uma amiga a fim de me mostrar onde depositar de maneira mais efetiva a minha admiração.  

Após muitos anos e amadurecimento de ambas as partes, eu e ela nos tornamos capazes de conversar. Verdadeiramente dialogar, com amorosidade e paciência. Por mais que possamos explicar para outras pessoas o que vivemos ao longo da nossa infância, adolescência e vida adulta, ela é aquela que melhor pode perceber o que passei e vice-versa. Sim, nascemos em momentos diferentes e com pais que já não eram os mesmos para mim em relação ao período em que ela nasceu. Mas os padrões… Ah, os padrões… Eles ainda estavam ali. Quando falamos de missões, temos várias. Algumas no campo familiar, outras no trabalho, nos círculos sociais, individuais, coletivas e assim por diante. Uma das missões que temos como irmãs é apoiarmos uma à outra na jornada rumo a um propósito maior. 

Retornando ao conteúdo da leitura, trabalhamos fragmentos da minha vida atual desde o meu nascimento até os vinte e quatro anos, idade em que passei a morar sozinha. Durante esse período, vivi muitos momentos de desequilíbrio num ambiente extremamente instável e volátil. Num determinado instante, estava tudo bem. De repente, a energia girava trezentos e sessenta graus e a paz se tornava um caos. Até hoje, o meu cérebro vive num estado de alerta, tentando captar sinais de ameaça no convívio com outras pessoas e, com isso, vem o estado de defesa. Este Registro Akáshico foi o primeiro de muitos outros passos que dei e que ainda dou na jornada da cura de uma criança ferida. Por vezes, vejo-me caindo nos mesmos padrões e nas velhas armadilhas. Então, eu respiro, retorno ao meu centro, peço desculpas a quem for necessário e tento novamente com mais consciência do processo. 

Imaginem centenas de versões suas passando pela sua mente. Cada briga, grito ou agressão física gera um novo fragmento. Não me recordo de muito no que diz respeito aos anos iniciais de minha vida, como se eles tivessem sido apagados de minha memória. E o problema de se crescer num ambiente estressante é que, com o tempo, esquecemos de quem somos. Conectar-se ao amor e à fé é bastante desafiador quando o corpo e o cérebro se preocupam em sobreviver. 

Foram e ainda serão muitos anos tentando montar um gigantesco quebra-cabeças. Cada vez que olho para ele, uma nova perspectiva, um novo capítulo de um dos infinitos livros que fazem parte da minha biblioteca. Naquele dia, ao lado de Zafir, vi parcelas de mim acuadas e com medo. Vi não apenas a pessoa que me agredia física e verbalmente, porém, todos aqueles que estavam no mesmo ambiente do outro lado do véu. Alguns intensificavam as energias na busca por vingança, outros riam com a situação e aqueles que se deliciavam com todo o ectoplasma liberado no ápice da fúria. 

Eventualmente, o foco se voltou para uma cena específica. Eu era jovem, tinha cerca de nove anos, e estava encolhida, sentada no chão e encostada na parede. As pernas dobradas, a cabeça abaixada entre os joelhos enquanto as lágrimas escorriam pelo meu rosto. Um choro doído, que apertava o peito. No entanto, eu não podia fazer barulho. O som não podia sair. Talvez ele pudesse piorar a situação. E assim, eu engolia o choro, com as lágrimas escorrendo pelo rosto, o peito apertado e a garganta fechada. Eu não tinha defesa contra alguém maior do que eu, fortalecida pela raiva e que ocupava uma figura de autoridade.  

A negatividade do ambiente e das energias envolvidas era tão forte que os mentores sequer conseguiam se aproximar de mim. Eles tentavam afastar os obsessores do campo, entretanto, era como tentar secar um vazamento com um pano sem consertar o cano quebrado. Aquele foi o período de maior vulnerabilidade pelo qual passei. Tinham tantas camadas de implantes e formas-pensamentos que eu mal conseguia me ver.  

De tudo o que vi e senti naquele dia, passei a ver com o tempo o quanto ainda tenho lágrimas que não foram choradas e gritos que foram calados. Também compreendo que as situações pelas quais passei são aquelas que me ensinaram a buscar agir de uma maneira diferente, a desenvolver a minha comunicação e a me desfazer das camadas de defesas que criei dentro de mim uma a uma. Um coração fechado a sete chaves não pode ser machucado, mas ele também se priva de receber amor. 

Dessa forma, eu sigo. Um dia de cada vez. Interiorizando o entendimento de que o amor vale a pena. Buscando entender que permanecer na dor ou me abrir para amar e ser amada é uma escolha. Dizendo para mim: “Você está protegida e cercada de amor”. O trabalho interno é diário. Muitas vezes, pego-me em estado de alerta, pensando no lado negativo e imaginando os piores cenários possíveis. Então, lembro-me do que Ízamo me ensinou: “Respire. Não é o seu passado que define o seu futuro, e sim o seu presente”. Já Soo Chee me mostra que, quando me liberto das maiores dores do meu passado, reencontro dentro de mim a fênix que renasce para a vida. Eu apenas preciso abrir as minhas asas e reaprender a voar. 

Texto de Larissa Alves 

Gostaria de uma leitura dos seus Registros Akáshicos? Entre em contato conosco pela assessoria no número +55 41 98717-3557 

Quer aprender a acessar os seus próprios Registros Akáshicos? Conheça o nosso Módulo I – Introdução. 

Perfis no Instagram: 

https://www.instagram.com/larissa_alves_terapeuta

https://www.instagram.com/comandoshankar

Deixe uma mensagem

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Artigos recentes

  • All Post
  • Atendimentos
  • Canalizações
  • Central de Comunicações
  • Ciências
  • Comandantes
  • Conhecimentos gerais
  • Geométricos Sirianos
  • Linhagens
  • Pintura Mediúnica
  • Sem categoria
  • Tecnologia Gratuita
  • Tecnologia Paga
  • Vivências pessoais
    •   Back
    • Cetáceos
    • Aquáticos
    • Felinos
    • Angelicais
    • Adâmicas
    •   Back
    • Dragões
    • Aquáticos
    • Agrupamentos
    • Ascensão
    • Felinos
    •   Back
    • Shankar
    • Ashtar
    • Aldarany
    • Zholgart
    • Heldaron
    •   Back
    • Aquáticos
    • Dragões
    • Gaia
    • Felinos
    • Geral
    • Angélicos
    •   Back
    • Astronomia
    •   Back
    • Comando Shankar
    • Atualizações
    • Direcionamentos
    •   Back
    • Diário de uma viajante akáshica - Larissa Alves
    • Contatos do Peregrino Estelar - João Sampaio
    •   Back
    • Registro Akáshico
    • Oráculo
    • Geométricos
    • Pintura
    • Egrégora das Conchas