DIÁRIO DE UMA VIAJANTE AKÁSHICA: ESCOLHAS

No dia 11 de fevereiro de 2023, recebi uma leitura dos Registros Akáshicos que foi conduzida por Alshaton. Um dos temas abordados foi o cansaço físico, que hoje vejo associado a uma exaustão mental e a um desequilíbrio emocional. De certa forma, as diferentes perspectivas trazidas naquele dia estavam vinculadas a um aspecto de dependência emocional. Uma parcela minha que sempre tentava agradar aos outros e atender às suas expectativas. O próprio uso do meu campo de transmutação se encaixava nessa categoria. Alshaton me pediu para cuidar de mim em primeiro lugar, pois, por muito tempo, eu quis usar o meu campo de transmutação e a minha energia para cuidar de tudo e de todos indiscriminadamente. Desse ponto surgiu também o pedido feito anteriormente para que eu aprendesse a utilizar o meu campo de transmutação de forma consciente. 

O desgaste e a autocobrança me acompanhavam desde a minha infância, com uma casa cujo ambiente era denso. Seguiram-se cenas em que eu estudava até tarde no período da escola, o que se tornou ainda mais exaustivo na época da faculdade. O estudo e, posteriormente, o trabalho se tornaram fuga para não lidar com as minhas emoções enquanto vivia no automático. Um padrão ancestral, social e pessoal a ser superado com a busca por uma maior inteligência emocional. A raiz do cansaço se encontrava no apego à autocobrança, ao excesso de pensamentos e à forma como escolhia enxergar a vida. Sem me dar conta, eu era muito rígida comigo e me frustrava cada vez mais quando não atingia os resultados almejados. 

Esse aspecto também era uma forma de densificação de uma parcela do Alshaton e do Ízamo. Aquela que se entrega de alma, mente, coração e corpo a tudo o que faz. A entrega pelo servir, mas que, em desequilíbrio, faz com que eu me esqueça de mim. Então, veio o pedido para que eu não me cobrasse tanto, para descansar quando me sentisse cansada e para não ter raiva de mim quando errasse. Alshaton me disse: “Está tudo bem errar e se decepcionar com as suas próprias expectativas. Acima de tudo, lembre-se da sabedoria que existe dentro de você e da sua capacidade de se libertar dos padrões mentais e emocionais que carrega desde a sua infância.” 

A partir dali, além de fragmentos desta atual vivência, foi trazida uma vida que tive na China Antiga, uma parte de mim que precisava de ajuda para sair de um mundo de raiva e fúria. Estávamos nos primórdios do desenvolvimento daquele território, num momento em que havia brigas por terra e nenhum imperador governava. Inúmeras províncias viviam em conflito entre si. Naquela época, eu era uma mulher jovem. Na primeira cena que se abriu, eu meditava na beira de um rio e, depois, me ajoelhava nas margens e lavava o meu rosto. Meu irmão me acompanhava e treinava uma espécie de arte marcial. Eu o admirava e, ao mesmo tempo, esperava e cobrava muito dele. 

Ao retornarmos para o nosso vilarejo, uma batalha aconteceu. Flechas em fogo caíam sobre o lugar. O som dos cavalos ao fundo. Animais agitados, pessoas gritando e tentando fugir com medo. Meu irmão se voltou para mim e disse que ele e os demais homens protegeriam a vila. Naquele momento, eu fiquei irritada, porque eu também era uma guerreira. Ele me treinou. Eu sabia lutar. Entretanto, o treinamento me foi repassado em segredo e, em público, meu irmão me lembrava do meu papel como mulher, e não como guerreira. Eu sabia do meu potencial. Sabia que poderia ajudar. Porém, de uma forma bastante grosseira e impositora, meu irmão insistiu em dizer que eu era uma mulher, e não uma guerreira. A batalha se transformou em massacre. Ali, meu irmão morreu em batalha. Seu peito estraçalhado e a sua cabeça cortada.  

A raiva e a culpa me consumiram. A raiva pela forma como fui tratada e rebaixada pelas aparências. A culpa por não ter assumido o meu poder e ocupado o meu lugar ao lado daqueles homens em batalha. O arrependimento por não ter sido quem eu era em essência pesava em meu coração. Frustrada, eu passei a ter raiva de ser mulher. Porque, como mulher, eu fui poupada. Contudo, também fui escravizada, agredida, maltratada e abusada. 

Cerca de 10 ou 15 anos se passaram. A vila cresceu e eu tinha sido obrigada a me casar com um dos meus abusadores, uma das pessoas que tinha matado o meu irmão e os demais homens do vilarejo. Desse matrimônio, nasceram três filhos. Um menino mais velho e duas meninas mais novas. Eu passei a cuidar de um templo, onde havia um espaço em honra à alma daqueles que foram mortos. A raiva e a angústia permaneciam reprimidas. Às vezes, eu tinha crises de raiva. Eu ia até o rio de minha infância e adolescência, mergulhava a cabeça na água e gritava onde ninguém poderia me ouvir. Na frente dos estrangeiros que dominaram a vila, eu precisava ser perfeita, calma e centrada. Todavia, ao reprimir e esconder o que eu sentia, a raiva permanecia forte e ardia dentro de mim. 

Por um lado, eu amava os meus filhos e era grata pelo que tinha naquela altura de minha vida. Por outro lado, meu coração nunca perdoou aquele homem que se tornou o meu esposo. E foram a raiva e a incapacidade de perdoar que me mataram, tomando conta do meu fígado e do meu coração. Os membros do Raio Rosa e do Raio Rubi-Dourado atuaram naquele fractal. Eu me doei muito e a raiva que sentia era das vezes em que não me posicionei, em que abdiquei dos meus ideais e daquilo que era importante para mim. Eu tinha raiva das minhas próprias escolhas que levaram à materialização da vida que vivi. Afinal, obedecer, não questionar, me calar ou me anular também são escolhas. 

Nós poderíamos ter ganhado aquela batalha se eu tivesse lutado? Talvez. Outras mulheres poderiam ter se unido a mim? Quem sabe. Ou talvez eu tivesse morrido junto ao meu irmão. No final, qualquer um desses resultados teria sido uma escolha consciente minha, tomada com presença e lucidez. Ao não confiar em mim e na minha intuição, ao me calar diante das expectativas alheias, eu me senti impotente. Essa vida me ensina sobretudo sobre coragem. A coragem necessária para ser quem eu quiser ser, independentemente das expectativas externas. O que quer que nasça dessa escolha, meu coração estará em paz. 

Texto de Larissa Alves 

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